PR reconhece os resultados alcançados, mas quer mais empenho para os próximos anos

PR reconhece os resultados alcançados, mas quer mais empenho para os próximos anos

Vitrina, 01.01.2026 - O Presidente são-tomense considerou “salto significativo na área da educação” e “resultados encorajadores a nível da saúde” como “conquistas mais emblemáticas” dos 50 anos da independência do país.

Carlos Vila Nova que se dirigia ao país em mensagem do fim do ano, sublinhou que a nível da educação o país saiu dos 50% da população com acesso escolar nos primórdios da independência para 93%, “o que nos confere o pódio a nível dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, PLAOP”.

Quanto aos “resultados encorajadores” a nível da saúde, o chefe de estado lembrou que “a taxa vacinal se mantém acima dos 90% e o combate ao paludismo que, apesar dos altos e baixos registados a logo do percurso, reconhece-se uma nítida diferença entre a situação prevalecente e a que registávamos nos primeiros anos da independência”.

Na mensagem de fim do ano Vila Nova sublinhou “avanços consideráveis” no domínio da agricultura, designadamente no aumento da produção alimentar e “a aposta ganha na fileira biológica”.

O presidente da república reconhece, contudo, que durante estes 50 anos “nem sempre estivemos à altura de todas as expetativas geradas pela independência”.

“Meio século passado ainda temos desafios que só serão ultrapassados com trabalho árduo de todos, colocando de parte as nossas diferenças e elegermos São Tomé e Príncipe em primeiro lugar”, apelando ao “sentido de união, coragem e sentido de urgência”.

Disse que o país “enfrenta desafios que exigem coragem e resiliência nomeadamente dificuldades econômicas, pressões sociais”.

Referiu-se a este propósito a crise de água e energia elétrica como “problemas que há demasiado tempo condiciona o nosso desenvolvimento e o bem-estar das nossas famílias”.

“Persistem dificuldades no fornecimento de energia elétrica que falha tantas vezes quando mais precisamos. Mantêm-se limitações no fornecimento de água, ainda insuficiente em muitas localidades” sublinhou na mensagem.

Quanto as infraestruturas, Carlos Vila Nova lembrou o governo de que “as estradas, vias de acesso, essenciais para a mobilidade de pessoas e bens reclamam por investimentos urgentes, assim como são inadiáveis as obras de expansão dos nossos porto e aeroporto”.

“Ser dirigente significa não fechar os olhos aos problemas e, por outro, não propor soluções irrealizáveis. A missão de dirigente nos impele a encarar a verdade de frente com coragem e responsabilidade, a trabalhar para transformar a realidade na perspetiva de que o dia seguinte seja sempre melhor que o dia anterior”, enfatizou.

O governante falou em “avanços concretos” alcançados no domínio da economia nacional que “merecem ser destacado no caminho da responsabilidade, da credibilidade e da estabilidade econômica”.

No quadro do acordo com o FMI o desempenho “tem sido considerado satisfatório, refletindo o empenho das autoridades em cumprir os compromissos assumidos e a confiança nos parceiros internacionais”.

No âmbito do crescimento econômico as projeções apontam para uma expansão do Produto Interno Bruto, PIB, de 2,1% em 2025, o que, de acordo com o chefe de estado “representa uma viragem significativa face aos anos anteriores de uma estagnação, e marca o início de uma trajetória de recuperação econômica sustentada, capaz de gerar mais oportunidades, mais investimento e mais esperança”.

Os dados disponíveis até ao mês de novembro, do combate à inflação indicam uma inflação acumulada de 8,7%, prevendo-se que o ano termine com uma inflação homologa não superior a 10,9%. Na perspetiva do presidente são-tomense, “a acontecer representará o melhor desempenho desde 2021.

“Estes resultados demonstram que as políticas adotadas estão a produzir efeitos concretos na estabilização dos preços e na defesa do poder de compra das famílias são-tomenses”, disse, para concluir que a nova grelha salarial “valorizou o mérito e o serviço público”, considerando, contudo, urgente “reforçar politicas complementares que ajudam a controlar o custo de vida, garantindo que as famílias tenham capacidade de fazer face as despesas do quotidiano e viver com mais dignidade e segurança económica”.

M. Barros

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