MLSTP sem garantias de candidato para as eleições presidenciais de julho

MLSTP sem garantias de candidato para as eleições presidenciais de julho

Vitrina, 03.03.2026 – O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), principal partido são-tomense da oposição, poderá não indicar um candidato oficial para concorrer às eleições presidenciais marcadas para segunda quinzena de julho próximo. Alguns militantes que pretendem se candidatar a estas eleições já foram informados pela direção do partido que terão que financiar as suas próprias campanhas eleitorais.

Fonte do partido disse ao Vitrina que pelo menos quatro militantes já manifestaram interesse em se candidatar, mas foram comunicados que “cada interessado deverá suportar os custos das suas campanhas”, uma vez que “o partido não tem verbas disponíveis pare efeito”.

Um comunicado do Conselho Nacional deste partido, reunido no passado dia 28, “definiu as eleições legislativas como prioridade estratégia e delegou a Comissão Política Nacional competências para dar seguimento ao processo das eleições primárias para as presidenciais”.

Contudo, acrescenta a fonte “já não vai haver eleições primárias para a escolha de um candidato do partido para as presidenciais”.

Explicou ainda a fonte que o processo para as primárias já vai atrasado e “não haverá tempo útil para organizar as assembleias em todos os distritos e na Região Autônoma do Príncipe”.

O MLSTP reuniu-se em Conselho Nacional no fim de semana passada e produziu um comunicado onde reafirmou que “o seu principal ativo estratégico é a unidade interna”, por isso “a coesão, a disciplina e o alinhamento de todos os seus órgãos e militantes são condições indispensáveis para garantir uma preparação sólida, organizada e eficaz para os próximos desafios eleitorais”, neste caso concreto as eleições legislativas.

A não avançar com uma candidatura as presidenciais este ano, torna-se a primeira vez que este partido não indica uma figura para a disputa do cargo mais importante da governação em São Tomé e Príncipe.

Nas últimas eleições presidenciais, os sociais democratas tinham mais de meia dúzia de militantes a concorrer as presidenciais, a maioria dos quais como independente. O único militante que ganhou a confiança do parido para beneficiar do apoio direto do MLSTP foi Pósser da Costa, que chegou a ir para a segunda volta e perdeu contra Carlos Vila Nova.

 No comunicado do MLSTP a que o Vitrina teve acesso, este partido analisou a situação interna do país, reconheceu “persistentes fragilidades no plano económico e social, destacando a degradação dos custos de vida da população”.

Aprovou, por isso, o que designou de “Visão STP/2050, um plano estratégico do partido orientado para a transformação de São Tomé e Príncipe num microestado sustentável, próspero e socialmente justo, com segurança alimentar e energética e melhores oportunidades para todos os cidadãos”.

M.B.

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