Cidadão sueco detido pela PJ acusado de vários crimes vai ser extraditado nos próximos dias

Cidadão sueco detido pela PJ acusado de vários crimes vai ser extraditado nos próximos dias

Vitrina, 24.02.2026 – O Diretor da Polícia Judiciaria de São Tomé conformou a entrega esta terça-feira 24, ao Ministério Público do cidadão sueco que estava sob um mandado de detenção internacional do INTERPOL. Domísio Matos conformou a jornalistas em conferência de imprensa que Carlsson Stig Kart-Mahnus foi detido na ilha do Príncipe e reconduzido a capital.

O diretor da PJ lembrou que a detenção do cidadão sueco aconteceu no âmbito de um mandado com eficácia internacional, que correspondente a uma notificação vermelha emitida pela Interpol.

“No passado dia 20 de fevereiro foi recebida pela Polícia Judiciaria de São Tomé, através do Gabinete Central da Interpol (BCN) um pedido de colaboração efetuado pelas autoridades suecas, solicitando que se encontrava pendente contra o cidadão sueco Stig Kart-Mahnus, um mandado de detenção com eficácia internacional, inserido no sistema Interpol e correspondente a notícia vermelha”, disse Domísio Matos.

O sueco acabou por se detido num hotel na ilha do Príncipe e conduzido a capital do país.

“As autoridades suecas informaram estar na posse de elementos que apontavam para a presença do visado no território nacional”, acrescentou o diretor da PJ.

O cidadão sueco é indiciado nos crimes de ofensas corporais grave, detenção e uso de armas proibidas, violação sexual grave, com recurso a administração das vítimas contra a sua vontade.

“Atuando no âmbito das suas atribuições e competências, a Polícia Judiciaria de São Tomé, através do seu gabinete de Interpol, desencadeou um conjunto de diligências que conduziram a efetiva confirmação e presença do visado em território nacional, a sua localização em unidade hoteleira situada na ilha do Príncipe”.

O direto da PJ confirmou ainda que no momento da detenção o cidadão sueco era portador de um passaporte diplomático nacional e que não houve qualquer tentativa de bloqueio das autoridades políticas por esse motivo.

Domísio Matos explicou que “contrariamente as informações difundidas por certa comunicação social” a detenção do cidadão sueco foi “integralmente realizada pelos efetivos desta polícia em observância ao princípio constitucional da soberania nacional em articulação com o titular da ação penal e não por elementos afetos aos serviços da Interpol de países estrangeiros nem por qualquer outro órgão da entidade nacional”.

Tendo Stig Kart-Mahnus sido entregue ao Ministério Público, cabe a esta instituição proceder de conformidade para a extradição do cidadão sueco para a alçada da polícia internacional.

“A detenção é temporária para efeito de extradição e não para o real cumprimento de pena, porque São Tomé e Príncipe não é competente para fazer cumprir essa pena uma vez que o crime que foi praticado, não foi praticado no território nacional”, explicou o diretor da PJ.

M.B.

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