Vitrina, 24.11.2025 - O recenseamento geral agrícola, financiado pela União Europeia e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, cujo valor não foi divulgado, e decorre em São Tomé e Príncipe desde 08 de novembro poderá estar concluído em meados de dezembro próximo.
No terreno estão mais de 100 inquiridores e o processo de recolha de dados está nesse momento concentrado no segundo distrito mais populoso do país, Mé Zóchi, depois de concluído em cerca de 90 por cento os trabalhos em Água Grande.
“Existe aderência, a população está a aderir e acredito que nós estamos no bom caminho”, disse Ana Justina, vice-coordenadora do recenseamento geral agrícola.
A realização deste terceiro recenseamento geral agrícola tem o objetivo de obter informações sobre as pessoas que realmente trabalham a terra, praticam a agricultura.
“Queremos conhecer o número de agricultores que temos, queremos saber qual é a real produção agrícola do país, queremos medir a nossa produção. Sabemos que o país é agrícola, mas não conhecemos a quantidade de produtos que realmente produzimos”, explicou Ana Justina.
Realizado com apoio técnico do Instituto Nacional de Estatística, INE, este é o terceiro recenseamento geral agrícola, sendo que o último se realizou há 30 anos, contrariamente as recomendações da FAO de que deve ser feito em cada 10 anos.
“Cada um produz na sua ilha separada e não nos reportam os dados. Por isso, conhecendo a produção real do país, nós podemos planificar e mostrar aos nossos parceiros aquilo que nós produzimos, que é o que eles tanto querem saber”, acrescentou a vice-coordenadora do recenseamento geral agrícola.
Além de definir a quantidade de produção agrícola do país, o recenseamento agrícola vai definir também a quantidade de terra agricultável, de agricultores existentes, terras agrícolas abandonadas e o tipo de produto produzido.
M. Barros