Presidente da República preside conferência sobre o paludismo

Presidente da República preside conferência sobre o paludismo

Vitrina - 17.11.2025 - O presidente da república preside nos dias 02 e 03 de dezembro próximo uma conferência sobre o paludismo. Carlos Vila Nova, recorde-se é presidente da Comissão Nacional de Combate ao Paludismo, cuja situação agravou-se consideravelmente nos últimos meses, com o Ministério da Saúde a admitir que a meta que havia sido estabelecida para a erradicação para este ano de 2025 não tem qualquer possibilidade de ser alcançada. As autoridades sanitárias têm diagnosticado casos da doença na ilha do Príncipe e na região sul de São Tomé que já eram dados como praticamente livres do paludismo.

“A situação do paludismo não é boa”, lamentou o Ministro da Saúde Celso Matos à jornalistas, no final de uma audiência com o chefe de Estado na última sexta feira, no palácio presidencial. Um encontro com uma delegação do Ministério da Saúde pediu Carlos Vila Nova para tomar parte numa conferência sobre o paludismo a ter lugar na primeira semana de dezembro.

A audiência com o presidente da república acontece 24 horas depois de uma outra com a presidente da Assembleia Nacional (parlamento), Celmira Sacramento. O governo quer autorização da Assembleia Nacional para atualizar a legislação e introduzir novas normas que incentivam a colaboração direta dos cidadãos com as equipas de intervenção do ministério da saúde quando estes se deslocam ao terreno em atividades de combate aos mosquitos causadores do paludismo.

Celso Matos considera que o agravamento dos níveis da doença no país exige das autoridades a revisão urgente da abordagem sobre como se tem lidado com o combate à malária em São Tomé e Príncipe.

“A situação do paludismo não é tão boa como nós gostávamos. Tínhamos uma situação melhor até os últimos quatro a cinco anos atrás, estávamos numa fase já de pré-eliminação, sobretudo na Região Autónoma do Príncipe e no Distrito de Caué mas, nos últimos dois anos houve uma situação de retrocesso”, lamentou o ministro da saúde.

O governante garante, entretanto, que existem financiamentos do governo e dos doadores disponíveis, daí a necessidade de se adotar novas modalidades de combate à doença.

“Há necessidade de se fazer uma avaliação sobre o que é que está a falhar” e avançar com “novas propostas para a sociedade como um todo poder contribuir para a eliminação do paludismo”.

O Ministério da Saúde apela para o envolvimento dos vários outros ministérios no combate ao paludismo.

“Há ações que dependem também de vários ministérios como do Ambiente, da Agricultura, das Finanças, da Educação, portanto precisamos de um envolvimento de vários setores da sociedade e também da colaboração e participação da sociedade civil organizada neste combate”, explicou Celso Matos.

O titular da pasta da saúde não avançou cifras de pessoas infetadas, nem mortes por paludismo, sublinhando, contudo, que a atual situação no país exige “unidade nacional”, para o seu combate, lamentando que os resultados dos últimos cinco anos levaram as pessoas a um certo relaxamento.

“Parece que as pessoas foram sentindo que houve esse decréscimo dos últimos cinco anos e se relaxaram”, concluiu.

Atribui águas paradas, acumulação de lixo e formação de novos focos de criação de mosquitos causadores da doença como principais causas que fazem aumentar o índice do paludismo no país.

M. Barros

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