Primeiro ministro desafia sindicato da Emae a se preocupar com o desvio de combustível na empresa

Primeiro ministro desafia sindicato da Emae a se preocupar com o desvio de combustível na empresa

Vitrina, 15.01.2026 - O primeiro-ministro são-tomense apelou ao presidente do sindicato dos trabalhadores da Empresa de Água e Eletricidade, Emae, para se preocupar mais com os vários problemas graves com que a empresa se confronta, ao invés de ameaçar com uma paralisação da empresa, caso em duas semanas o governo não coloque no país os novos grupos de geradores para evitar a crise energia que o país atravessa há já alguns meses.

“Há oito ou nove meses que nós estamos nessa situação (de crise de energia) que nós julgamos que deve ser ultrapassado. Todos os limites já foram atingidos e hoje mais do que nunca precisamos dizer ao governo que nós queremos dar duas semanas para o governo tudo fazer para colocar a produção energética numa situação que satisfaça a população. E quando nós falamos nesse sentido, falamos dos geradores que estão para chegar”, disse o presidente do sindicato, no dia 12 deste mês, em conferência de imprensa.

Esta quarta-feira Américo Ramos respondeu: “o presidente do sindicado diz que dá ao governo 15 dias o que é que vai fazer, vai parar? Quando sabemos que a Emae tem problemas graves de excesso de trabalhadores, de desvio de combustível, de sabotagem, de desmando dentro da Emae, onde é que está o presidente do sindicato? ”, questionou Américo Ramos.

O primeiro-ministro que falava a jornalistas no final de uma visita ao principal hospital do país, sublinhou ainda que “a Emae tem vocação para resolver os problemas de energia e água, o governo autorizou a empresa a fazer a aquisição de novos grupos até que se resolva a questão de transição energética. A empresa fez a opção de trazer estes novos grupos o mais breve possível, mas infelizmente isso não foi possível. E isso até levou vários dirigentes a dizer que em duas a três semanas o problema da crise de energia estaria resolvido. Se o presidente do sindicato tem alguma dúvida ele que consulta a direção da empresa”, disse o primeiro-ministro”.

O chefe do governo diz que o papel do executivo nessa matéria é apenas de “ajudar, de facilitar. Nós sabemos que os geradores estão num determinado ponto, nós estamos numa ilha, não há frequência de barcos entre esse ponto e São Tomé e Príncipe, e é aqui que o governo tenta facilitar. O governo orientou a Emae que fez diretamente a adjudicação a uma empresa que prometeu colocar os geradores no país antes do Natal, mas não o fez, talvez não por total culpa da empresa, mas por questões de logística”.

Américo Ramos disse ficar “estupefato com esse tipo de atitude” do presidente do sindicato que acusou de “dar opinião sem conhecer o fundo das coisas”. Desafiou ainda o presidente do sindicato a “colaborar com a direção da empresa, com o governo” no sentido de “atacar aqueles problemas reais da Emae”.

O primeiro-ministro anunciou que tudo indica que nas próximas duas a três semanas os novos grupos de geradores comprados pela Empresa de Água e Eletricidade devem chegar ao país.

M. Barros

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