Caso 25 de novembro: MLSTP considera que normalização no comando militar é importante para a estabilidade
Vitrina, 24. 12. 2025 - O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, MLSTP, principal partido da oposição em São Tomé considera que a normalização da situação no comando militar constitui “um passo importante para a estabilidade institucional e para o reforço da disciplina nas Forças Armadas”.
O MLSTP reage assim, as decisões da última reunião do Conselho Superior da Defesa Nacional que orientou para a suspensão de funções do comandante da Guarda Costeira, Armindo Rodrigues e do inspetor geral do exército, José Maria Menezes. Aprovou também a nomeação de Virgílio Sousa Pontes para novo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CENGFA).
Em comunicado, o MLSTP voltou a insistir que o julgamento do processo de 25 de novembro deve ser realizado num tribunal civil e concorda com a suspensão das duas chefias militares, por serem “arguidas no processo relativo aos trágicos acontecimentos de 25 de novembro de 2022”.
“Relativamente ao processo em curso, reafirmamos que os factos envolvem cidadãos civis e resultaram na perda de vidas humanas sob custódia do Estado, pelo que a jurisdição competente para dar prossecução ao referido processo deve ser a jurisdição civil, em respeito pelos princípios do estado de direito, da transparência e da confiança pública”, explica o MLSTP em comunicado, cuja cópia o Vitrina teve acesso.
O principal partido da oposição diz ainda que “só com verdade, justiça e responsabilização será possível tranquilizar o país, honrar a memória das vítimas e consolidar a paz social em São Tomé e Príncipe”.
M. Barros