25 de novembro: Processo estático três anos depois, oposição lembra que é preciso fazer justiça
Três anos depois dos acontecimentos de 25 de novembro em que quatro cidadãos foram torturados até a morte no quartel das forças armadas durante uma alegada tentativa de golpe de Estado, as autoridades continuam sem encontrar uma solução para o julgamento dos culpados.
O Movimento Basta criticou hoje o que considera de manobras de “distração” e “encenação publica de preocupação” e não apresentam respostas para os crimes que ocorreram há três anos no quartel general das Forças Armadas.
Num comunicado o Basta acusa as autoridades de continuarem “sem apresentar respostas, sem assumir responsabilidades e sem garantir justiça”.
“Multiplicam-se distrações, encenações públicas de preocupação e anúncios vazios. A verdade é que não há resultados, porque não há a vontade política, não há esclarecimentos, porque há cumplicidades. Não há justiça porque há quem tenha interesse no silencio”, acusa o Basta.
Esse movimento político denuncia a “cultura de impunidade que degrada o Estado e alimenta a desconfiança dos cidadãos”.
“É inadmissível que um crime desta gravidade continue sem responsáveis identificados, sem qualquer respeito pelas famílias das vítimas e pela memória nacional”, acrescentou o Basta, que “lança um apelo inequívoco as autoridades competentes: ponham fim a farsa, abandonem as manobras de ocultação e enfrentem o caso com coragem, transparência e responsabilidade” exige o Movimento.
O MLSTP denuncia, por seu lado, a paralisia e o desvio do processo judicial sobre as mortes de quatro cidadãos no Quartel do Morro, apontando a situação como prova maior da crise de impunidade no país.
O partido de Riboque acusa as instituições de justiça de protegerem os responsáveis por um "crime macabro, perpetuando a injustiça através de manobras dilatórias e disputas sobre a competência do tribunal”.
“O MLSTP verga-se perante a memora das vítimas e expressa solidariedade” (...) “até hoje o país permanece sem uma explicação credível, sem responsabilização e sem transparência”, diz o porta-voz do MLSTP, José Maria Barros.
O principal partido da oposição afirma que “nenhum estado de direito deve conviver com execuções sumárias nem com processos judiciais empurrados para debaixo do tapete para proteger assassinos”.
O MLSTP exige, por isso, a “reposição imediata do processo judicial e o restabelecimento da normalidade processual” e apela as autoridades competentes, incluindo o Ministério Público, o Conselho Superior da Magistratura Judicial “para que deem prioridade absoluta deste caso”.
O principal partido da oposição pede “acusação, julgamento e responsabilização a este crime macabro, um tribunal competente, sem ambiguidades, ocultações e demais manobras delatórias” com “transparência total sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada” de 25 de novembro de 2022.
M. Barros