Elsa Pinto lança candidatura e desafia comissão política a submeter decisão para aprovação do conselho nacional
Vitrina, 13.03.2026 - Dois primeiros pré-candidatos as eleições presidenciais de 19 de julho próximo já se oficializaram: Miques João Bonfim, advogado, e Elsa Pinto, jurista e ex-ministra dos negócios estrangeiros no governo de Jorge Bom Jesus.
Miques João é o conhecido advogado que desafiou autoridades judiciais e acusou Patrice Trovoada de envolvimento direto no mediático caso de 25 de novembro em que quatro cidadãos foram torturados e assassinados durante uma alegada tentativa de golpe de Estado.
O candidato propõe trabalhar para fortalecer a democracia, justiça social e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.
Elsa Pinto, por seu lado chamou a imprensa para anunciou que é pré-candidata as eleições presidenciais, e que já formalizou a intenção junto do seu parido, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, MLSTP.
“Neste momento eu gostaria de dizer que eu sou pré-candidata do partido MLSTP e obedecerei e respeitarei a vontade do meu partido, da militância do meu partido sobre esta matéria”, disse Elsa Pinto que diz ter servido o seu país “com lealdade e dedicação” durante mais de 40 anos, em várias funções do Estado, sobretudo no domínio institucional.
A jurista considera-se “uma sobrevivente”, um “elo de ligação” entre as gerações dos mais velhos e dos mais novos com “autoridade para reformar e unir esta nação” e rejeita o argumento de que o MLSTP não vai apresentar um candidato às eleições presidenciais por dificuldades financeiras.
“Não pode ser argumento para um partido da nossa envergadura, questões financeiras, o nosso partido se baseia em princípios, valores e uma ideologia. E é isto que é a marca do MLSTP”, defendeu Elsa Pinto.
O anúncio de avançar na corrida à casa cor-de-rosa como pré-candidata do partido de Riboque não calou fundo a alguns militantes que consideram a decisão de “um desafio e desrespeito ao partido”.
Um comunicado do Conselho Nacional do MLSTP, reunido no passado dia 28, “definiu as eleições legislativas como prioridade estratégica”, relegando as presidências para outro plano.
Mas Elsa Pinto defende-se dizendo que “eu cumpri formalmente aquilo que foi decidido no conselho Nacional de 28 de fevereiro”. Explica, a propósito, que “tomando conhecimento que passado um ano as primárias não puderam ser efetuadas e o fator tempo não permite que haja primárias, então o Conselho Nacional delegou a responsabilidade a Comissão Política para tratar do assunto”.
“Isso quer dizer que cabe a Comissão Política encontrar os mecanismos para reunir os presidenciáveis e, a partir daí propor novamente ao Conselho Nacional uma moldura para resolvermos a questão da representatividade do nosso partido nas eleições presidenciais”, explicou.
Elsa Pinto desafiou a Comissão Política do seu partido a avançar com uma candidatura. “Eu espero que a muito breve trecho a Comissão Política do MLSTP tenha que decidir quem será os candidatos presidenciáveis e submeter ao Conselho Nacional para avançarmos. O tempo já se esgotou e precisamos simplesmente avançar”, disse.
A confirmar, será a segunda vez que Elsa Pinto concorre ao cargo de mais alto magistrado da nação.
O presidente da República, Carlos Vila Nova marcou a eleição presidencial em São Tomé e Príncipe para 19 de julho de 2026 e as eleições legislativas, regional e autárquica para o dia 27 de setembro.
M. B.