Vitrina, 16.04.2026 - A crise no partido Ação Democrática Independente, ADI, parece que está para durar. A medida que se aproximam as eleições presidenciais, legislativas, autárquicas e da Região Autônoma do Príncipe, marcadas para segunda quinzena de julho e finais de setembro respetivamente, o ADI ainda luta para ultrapassar as divergências internas que já levaram ao adiamento do seu congresso, inicialmente marcado para 04 de abril.
O congresso foi decidido pela atual direção do partido e um conselho nacional devia definir normas e alinhar delegados ao congresso, mas também foi barrado por uma providencia cautelar interposto por um grupo de militantes. As divergências são tão profundas ao ponto de militantes do mesmo partido quase que se digladiavam durante a última seção parlamentar.
Dividido em duas alas e sem conseguir encontrar um consenso para a realização da reunião magna de 04 de abril, ADI debate-se para encontrar uma estratégia que possa levar o partido as eleições sem que o atual problema interno impeça a Ação Democrática Independente de obter resultados satisfatórios nas próximas presidenciais e legislativas.
Como isso é possível e sem realizar um congresso é onde reside a dúvida e incerta de muitos militantes.
Esta quarta-feira, a margem do lançamento do Lançado o Plano Estratégico para Saúde o primeiro-ministro, Américo Ramos que é também candidato a liderança do ADI defendeu que o congresso tem de ser realizado, reafirmou a sua candidatura a liderança e apelou os militantes para exigirem da direção, liderada por Patrice Trovoada a realização do congresso.
Américo Ramos reconhece que a situação no partido está um “imbróglio” e defende que o diferendo interno do ADI deve ser resolvido de acordo com o Estatuto do partido, sublinhando a que a forma de se ultrapassar o atual impasse é justamente com a realização do congresso.
“As questões do ADI devem ser resolvidas com base no Estatuto do ADI e toda a ação a ser levada a cabo por mim ou qualquer militante é para que o mais urgente possível possamos ultrapassar o imbróglio existente no partido”, disse Américo Ramos.
O governante insistiu que é preciso respeitar os Estatuto do partido realizando o congresso.
Crise partidária à parte, pouco mais de 24 horas depois das declarações do primeiro-ministro e candidato a liderança do ADI, a bancada parlamentar do ADI ligada à direção chefiada por Patrice Trovoada reuniu jornalista numa conferência de imprensa para anunciar que pediu um debate parlamentar de urgência sobre a crise energética no país.
“O ADI enquanto partido responsável e preocupado com o país o seu grupo parlamentar decidiu avançar com um debate parlamentar de urgência sobre a crise energética e água potável”, disse o líder da bancada...
A bancada parlamentar deste partido quer “trazer o governo ao debate para explicar, clarificar a população o que está a acontecer, de facto, pois já são dez meses que o país se encontra as escuras e sem uma resposta clara, convincente sobre a crise energética”.
ADI acusa o MLSTP e o Basta de estar “em matrimonio com o governo”, perdendo, por isso, a legitimidade de partidos da oposição.
C. S.