Governo estuda aplicação de tratamento em massa como meio de combate ao paludismo

Governo estuda aplicação de tratamento em massa como meio de combate ao paludismo

Vitrina, 25.04.2026 – O índice do paludismo está a crescer exponencialmente em São Tomé e Príncipe com as estatísticas recentes a revelar 1360 casos em apenas três primeiros meses deste ano. Esta cifra preocupa as autoridades sanitárias que já tinham a situação controlada até o primeiro semestre de 2023, quando os dados estatísticos da enfermidade apontavam para uma pré-eliminação da doença em todo o território nacional. Por causa disso, o governo projeta aplicar o método de tratamento em massa para combater a doença.

“Vamos analisar a proposta de tratamento em massa para a erradicação do paludismo. É um método aprovado a nível mundial e vamos analisar tudo o que está relacionado com esse tipo de tratamento, incluindo a sua eficácia. Vamos debater esse assunto e chegarmos a uma conclusão. Há um medicamento que está em cima da mesa, se nós o aplicarmos é o ideal e então nós tomaremos uma decisão”, disse o Ministro da Saúde, Celso Matos.

É um dado adquirido que a Região Autónoma do Príncipe e sul da ilha de São Tomé já se encontravam em situação praticamente de ausência da malária. Mas novos números foram revelados durante uma reunião do Conselho de Coordenação de luta contra o paludismo que avaliou o estado atual da endemia no país.

De acordo com o atual quadro, o Distrito de Caué que, tal como a ilha do Príncipe já se encontrava numa fase de quase eliminação da doença, surge agora com a taxa mais alta de 36 por cento por mil habitantes. Cantagalo, Mé Zóchi e Água Grande surgem com respetivamente 7%, 6% e também 6% por cento de infeção por mil habitantes.

O ministério da saúde apresentou um gráfico dando conta de que em 2024 registou-se 1690 casos de paludismo por cada mil habitantes, em 2025 pelo menos 1555 casos e apenas em três meses deste ano já se soma 1360 contaminações.

Para o antigo ministro da Saúde, o ortopedista Dr. Lima, as causas do crescimento do índice do paludismo podem estar relacionadas com “a qualidade das intervenções que são feitas” no combate à doença.

Em 2024 foram registados pelo menos sete mil casos do paludismo em todo o país, um número que baixou para quatro mil no ano passado. O governo promete “melhorar este ano os dados do ano passado que foram melhores que em 2024”.

A reunião do Conselho de Coordenação permitiu identificar os constrangimentos que estão a dificultar maior intervenção dos técnicos sanitários no combate à doença. Entre eles destacam “insuficientes recursos humanos” para atividades vigilância epidemiológica e vigilância por microscópio ótica e rotura de stock de medicamento anti palúdico para duas faixas etárias da população.

A recomendação continua a ser o uso de mosquiteiros impregnados e eliminação de águas paradas como medidas fundamentais para combater a propagação da doença.

M.B.

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