Vitrina, 24.05.2026 - Carlos Vila Nova foi este sábado ao Distrito de Cantagalo apresentar-se como candidato a população deste terceiro maior distrito do país. “Hoje estamos aqui juntos e eu presente, diante de vocês, para anunciar, em pessoa, que serei candidato às eleições presidenciais de 2026”, anunciou o ainda presidente da república.
Carlos Vila Nova que concorre à sua própria sucessão nas eleições presidenciais marcadas para 19 de julho, justificou que quer “renovar o mandato de presidente da república”, fazendo-o não como candidato do partido, mas como “candidato da união, como um candidato da Nação São Tomé e Príncipe”.
Vila Nova lembrou que durante os últimos cinco anos do seu mandato “lutei, trabalhei para essa união" e congratulou-se com o fato do auditório da paróquia da padroeira local que acolheu o seu encontro com a população ser marcada por presenças de militantes e simpatizantes de diferentes sensibilidades políticas.
“Hoje estão aqui na sala gentes de clubes diferentes, gentes que praticam religiões diferentes e gentes de partidos políticos diferentes, é isso que eu quero para o meu país: união”, disse Carlos Vila Nova.
Defendeu a “estabilidade e a paz para São Tomé e Príncipe”, alertou para a necessidade de se acabar com o ódio entre cidadãos, e defendeu os valores da democracia.
“Sou candidato porque eu acredito profundamente que São Tomé e Príncipe tem viabilidade, é um país do futuro e eu quero que vocês me acompanhem nesta caminhada”, apelou Vila Nova, defendendo que durante o seu mandato “eu nunca presidi São Tomé e Príncipe para agradar a qualquer grupo, eu nunca usei o cargo de presidente para dividir o povo, eu nunca confundi o interesse nacional com interesses de partidos, sempre me posicionei por São Tomé e Príncipe”, acrescentou.
Prometeu ser o “garante do equilíbrio, do diálogo, e do funcionamento normal das instituições”.
Lançou um apelo para construção do país em união e harmonia “onde o talento e a capacidade de cada um sejam reconhecidos e o mérito seja recompensado” e afastou a ideia de que “uma só pessoa seja capaz de fazer tudo”.
“Quando uma só pessoa pretende ser capaz de fazer tudo sozinho, ele não é amigo de toda a gente, porque ninguém é superior a ninguém”(...) “temos que valorizar cada um nas suas funções e juntos vamos construir um São Tomé e Príncipe para todos”, defendeu, arrancando palmas entre a multidão presente.
Valorizou a democracia como necessário para que o país tenha respeito e credibilidade externa e prometeu também promover uma governação que “abraça a sua diáspora como parceira” de desenvolvimento.
Carlos Vila Nova que estava acompanhado de sua mulher foi apoiado na apresentação de sua candidatura em Cantagalo por um deputado do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP).
Eu sou de outra força política, mas o que está em causa não é partidos políticos, o que está em causa, primeiro é o meu país”, justificou Elakcio Afonso que declarou apoio à candidatura de Carlos Vila Nova.
O lançamento de candidatura em Cantagalo de Carlos Vila Nova ocorre no mesmo dia em que Américo Ramos organizou uma ampla reunião com os militantes da Ação Democrática Independente, no Distrito de Água Grande que diz ter como objetivo a “democratização do ADI”.
Entretanto, enquanto Vila Nova apresentava-se como candidato à população de Cantagalo, Nito Viegas promovia passeata em São Marçal, acompanhado de alguns militantes do chamado ADI um. Nito Viegas ainda não anunciou publicamente a sua candidatura. Fê-lo apenas na rede social Facebook. Dentro do partido, informação que corre é de que o líder da bancada parlamentar do ADI é candidato indicado por Patrice Trovoada e concorre com apoio de uma franja do ADI. Nos últimos dias tem percorrido algumas localidades em ação de pré-campanha.
M. Barros