Ministério Público iliba definitivamente Delfim Neves do caso 25 de novembro de 2022

Ministério Público iliba definitivamente Delfim Neves do caso 25 de novembro de 2022

Vitrina, 13.05.2026 - Uma certidão da Procuradoria-Geral da República, publicada com a data de 08 deste mês, ilibou definitivamente Delfim Neves dos crimes de participação no alegado golpe de estado de 25 de novembro de 2022 em que foram torturados e mortos quatro cidadãos. De acordo com o documento, o Ministério Público concluiu pela “inexistência de indícios da prática de crime pelo arguido Delfim Neves”.

Reagindo a publicação desta certidão, Delfim Neves disse que não esperava outra coisa senão a confirmação da sua inocência, lembrado que “esse posicionamento do Ministério Público já era de esperar até porque o despacho aquando da investigação do processo preparatório já havia dito que eu não fui acusado de qualquer tipo de crime”.

“Era a minha convicção por nunca reuni com ninguém, nunca tinha estado com ninguém para tratar de um assunto deste, aliás quem me conhece sabe que eu não faço política com as mãos sujas de sangue”.

Volvidos pouco mais de três anos, depois desses acontecimentos que abalaram a sociedade são-tomense, em que Delfim Neves foi também uma das vítimas, o Ministério Público vem confirmar através desta certidão a inocência do antigo presidente da Assembleia Nacional neste ato, cujo processo tem mais de uma vintena de arguidos e já originou o afastamento das fileiras do exército de algumas altas chefias militares.

Os autos que envolvem Delfim Neves neste processo, de acordo ainda com a certidão, o Ministério Público mandou arquivar.

“Algumas pessoas de má-fé, em grupos de amigos, reuniões dos paridos, tentavam insinuar que eu era efetivamente o mandante”, disse o responsável, considerando que a certidão do Ministério Público “vem dissipar todas e quaisquer dúvidas que ainda pairavam” sobre o seu alegado envolvimento nos acontecimentos de 25 de novembro.

“Eu estou particularmente feliz, não de todo, porque efetivamente fica claro que nunca tive nada a ver com essa situação, mas foram quatro vidas ceifadas no quartel do Morro”.

O arguido atualmente ilibado de todos os crimes defendo, entretanto, que o caso 25 de novembro seja julgado e num tribunal civil.

“É necessário que haja julgamento deste hediondo crime porque manchou a história, a imagem do país como nunca, deixou-nos completamente divididos a nível social, familiar e de amizade e é preciso que a sociedade se reencontre”, disse Delfim Santiago das Neves.

Delfim Neves defende que, relativamente ao seu caso o Estado são-tomense deve ser responsabilizado e adianta que já meteu um processo no tribunal a reivindicar essa responsabilização.

M.B.

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