Chama da Pátria mobiliza milhares na Praça da Independência onde PR apela para reconhecimento dos que deram vida pela liberdade
Vitrina, 12.07.2026 – O país assinalou hoje mais um aniversário de independência que conquistou há 51 anos. A tradicional Chama da Pátria realizada a meia-noite de sábado, depois de uma marcha pedestre durante pouco mais de 14 quilômetros com uma tocha acesa, desde a vila de Batepá até ao centro da capital na Praça da Independência, marcou o início das atividades para assinalar mais um 12 de julho e mobilizou centenas de cidadãos.
O presidente da República que acendeu a tocha na Praça da Independência rendeu homenagem aos que se sacrificaram para que o país estivesse hoje em liberdade e apelou para que se reconheça o mérito dos que lutaram para que os são-tomenses hoje tivessem direito à liberdade de expressão e de pensamento.
“51 anos é um momento de reflexão, refletir sobre aquilo que nós fizemos bem e reconhecermos que houve quem lutou para que estivéssemos em liberdade hoje. Há quem trabalhou e deu de si para que pudéssemos ter a liberdade de expressão e de pensamento, é um mérito e é preciso reconhecer isso”, disse Carlos Vila Nova.
Sublinhou que a atual geração deve também deixar o legado para as próximas gerações. “A nós, cabe-nos também deixar um legado, fazer o melhor que nós pudermos para que as novas gerações possam também dar o seu contributo para termos um país melhor”.
Mais uma vez defendeu que o país precisa de paz, “uma maior aproximação para que haja mais harmonia e possamos pensar no desenvolvimento do país”.
“Refletir para o futuro é o lema, penso que é a forma como podemos olhar para este 51º aniversário da independência”, disse, lembrando que “o país precisa olhar para as pessoas, questões de índole social, a justiça que é um dos pilares mais importantes para o futuro, para a própria democracia”.
O chefe de Estado que fala aos jornalistas pouco depois de acender a Chama da Pátria defendeu que “o estado não pode sozinho carregar o fardo de querer resolver o problema do emprego jovem, quer do empreendedorismo, Empoderamento da mulher e quer para a sociedade em geral. É preciso criarmos as condições para que haja elevação cívica, econômica e financeira do nosso país”.
O primeiro-ministro que também estava presente no ato congratulou-se com a moldura humana presente durante o ato da chama da pátria, na Praça da Independência, tendo reafirmado que
“A União é o que nós estamos a precisar, são-tomenses estão a precisar de união, nenhum país cresce sem união”, disse Américo Ramos.
J. Carlos